• LEODIAS

Esta é uma missão que Deus me deu. Está claro?

Esse texto aqui é sobre a minha última publicação. Vários amigos me criticaram por “ter exposto a minha família”. É que eles não entenderam o sentido desse blog. Quem lê isso aqui é por que passa por algo semelhante e está pouco interessada em dar caras às figuras aqui citadas. O sentido desses textos é para que vocês coloquem na prática da vida de vocês essa minha experiência. Pois bem: O significado daquele texto é: as família têm sua parcela de culpa, ainda que inconsciente, na dependência química de seus filhos. É necessário que seus filhos sejam criados para o mundo, e não para o seu mundo. O meu pai sempre teve uma cabeça muito mais aberta do que a minha mãe. Ele bancou meus períodos fora do país e m e deu de presente um apartamento em Ipanema, na esquina da Farme de Amoedo. Para muitos, pode ser o significado de “vá viver a sua vida lá, que viveremos a nossa aqui, no subúrbio. Mas para mim significava que ele sabia da importância para a minha formação como ser humano ter tido a experiência de viver na Austrália e morar próximo da elite intelectual e cultural brasileira, no caso, em Ipanema. Porque faz diferença, faz sim. Nas várias clínicas pelas quais eu passei, o que eu mais vi em comum foram famílias superprotetoras. Mães que não permitiam que seus filhos davam um passo sem ter elas ao lado. Na clínica de Ibogaína, é possível ir com parentes para lá. Eu levei a minha mãe. Uma única vez. Das outras vezes que eu fui tomar dose de ibogaína e fui sozinho pois queria passar por aquele momento só. Mas da vez que a minha mãe foi eu percebi entre as famílias uma “competição“ entre elas, para mostrar o quão importante cada uma é na vida de seus filhos. Uma disputa inglória. Ninguém veio ao mundo para brigar por ser a melhor mãe ou o melhor pai. E eles não precisam provar nada através dos filhos. Entendem? Se seu filho fez ou não fez sucesso na vida, isso não pode ser para a sociedade uma prova de que pais erraram ou acertaram. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Voltando às clínicas: outra coisa que eu observei foi que a grande maioria (digo quase a sua totalidade) dos dependentes químicos sequer tinham emprego, sequer estavam inseridos no mercado de trabalho. Como você quer que um ser que tem tudo na mão vá querer buscar o seu sustento em um trabalho? Mais uma vez, a culpa por dependentes químicos não trabalharem também está ligado ao fato de que os pais supriram todas as necessidades que só um emprego traria. E como você quer que uma pessoa com baixa auto estima tenha coragem de entrar na disputa em um mercado de trabalho? A grande maioria dos dependentes são seres com baixíssima auto-estima. E sem auto-estima você não faz nada que dependa de outra pessoa que não lhe conhecça. Conclusão desse texto: eu sou a excessão, da excessão, da excessão. Eu sou um dependente químico que tive sucesso profissional. ALGO RARÍSSIMO. E aí que entra Deus e a minha missão, que a Xuxa me falou. Mesmo em tendo exposto ,meus pais no último texto, a minha missão como pessoa pública é usar o mega-fone que a minha profissão me deu para ajudar as famílias de dependentes químicos que leem esses textos. MUDEM A FORMA DE AGIR, para o bem de seus filhos. A minha missão nesta vida é essa, para mim está claro! Eu vim aqui para ajudar aos dependentes químicos e suas famílias. E se o preço disso foi expor a minha vida e a de pessoas ao meu redor, esse preço será pago, pois eu expus a vida de muito artista ao longo de todos esses anos. Está tudo muito claro na minha cabeça. Nada é por acaso. E tudo isso que está acontecendo É OBRA DE DEUS, ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE.



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